A Escrita Terapêutica é uma técnica psicológica que tem se mostrado muito eficiente no equilíbrio das emoções.
Ao passar por um trauma, além do sofrimento, é comum ficar muito tempo ruminando sobre o fato, pensando nele à noite, distraindo-se no trabalho e se distanciando das pessoas.
Ao invés de ruminar, é mais saudável analisar a situação, escrever sobre ela, fazer um maior sentido de tudo, e então escolher o comportamento mais apropriado.
Isso não quer dizer que não devemos sentir! Precisamos sentir as emoções, nos dar permissão para sermos humanos. O que nos machuca não são os sentimentos, é a ruminação de pensamentos sobre a mesma coisa, que fortalece caminhos neurais, que nos enfraquecem na dor da lembrança.
É preciso escoar esses conteúdos.

A Escrita Terapeutica é um modo eficaz, que, se feito adequadamente, proporciona alívio, equilíbrio.
Escrever de preferência em letras cursivas é muito terapêutico.
Penne Baker
Penne Baker, famoso psicólogo, pesquisou a ligação entre a linguagem, escrita expressiva e a recuperação do trauma, reconhecido pela Associação Americana de Psicologia, sugere: Por 5 dias consecutivos, escreva de 15 a 20 minutos a respeito de algum trauma ou situação vivida que tenha causado sofrimento emocional, sem ler o que escreveu no dia anterior.
Uma narrativa, sem censura, expressando os fatos, o que pensou e as emoções envolvidas, tudo o que vier, apenas não julgue.
Procure extrair daquela situação algum ganho, ainda que seja aprendizado.
Questões que não são atuais, mas que agora você já pode lidar com elas.
Quando terminar, pode rasgar, jogar fora, queimar, ou guardar se preferir, e observe como se sente a cada dia, e em especial no quinto dia, veja o que escreveu.
No quinto dia, se sentirá melhor. Esta prática reformata o cérebro, cria caminhos neurais alternativos com interpretações diferentes: de compreensão e significado – “posso lidar com isso”. O “curador interno” que todos temos, passa a limpar as emoções verdadeiramente, a curar!
Quando você analisa a ocorrência, não na mente, mas escrevendo sobre ela, está criando novos caminhos neurais alternativos e saudáveis. Ruminar é diferente de analisar. Muito melhor do que passar e repassar pensamentos negativos na mente é focar em tentar fazer sentido, trazer coerência ao processo e reformatar no cérebro!
Você passa a ser uma pessoa ativa em sua própria história de vida, em vez de passiva, ou mesmo vítima. E fica mais forte para lidar com os desafios atuais!
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